Os polícias em Portugal morrem 11 anos mais cedo do que a média da população. De acordo com um comunicado divulgado pela PSP, a esperança média de vida dos agentes é de 67,5 anos, enquanto a média geral da população é de 78,7 anos.
O comunicado agora divulgado surge na sequência de uma informação
publicada, esta sexta-feira, pelo Diário de Notícias. O jornal
refere que o tratamento estatístico aos dados disponíveis nos
Serviços Sociais da PSP, mandado realizar pela Direcção Nacional,
foi até agora mantido em segredo, numa altura em que os sindicatos
lutam contra o aumento da idade da reforma.
O Governo quer fixar a reforma dos agentes da PSP nos 60 anos e 40
anos de serviço, enquanto os polícias defendem o acesso à
pré-aposentação aos 55 anos ou 36 anos de serviço. Os agentes da PSP
alegam que o exercício de funções policiais, sendo exercido por
turnos e em contacto permanente com situações de conflito, se torna
altamente desgastante.
Os polícias consideram ainda «injusto» que os dados, que apontam
para uma esperança de vida 11 anos menor que a restante população,
não sejam tidos em conta para a reforma. O Ministério da
Administração Interna não se tem mostrado, para já, receptivo ao
argumento, alegando a inexistência de estudos científicos.