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Notícias - Imprensa

Artigo Publicado no Jornal de Notícias em 15 de Outubro de 2008

 

Barracas demolidas no 'Bairro da Polícia'

 

TEIXEIRA CORREIA

 

 A demolição, esta terça-feira, nas traseiras do chamado Bairro da Polícia, em Beja, de mais de uma dezena de barracas e pombais de madeira, e ainda o fim de um parque de estacionamento ilegal, decorreu sem protestos ou qualquer polémica.

 

Logo pelas 8 horas de ontem, uma retroescavadora e uma dezena de funcionários do Serviços de Urbanismo da autarquia chegaram ao local e iniciaram a operação, derrubando uma a uma as construções ilegais, previamente despejadas dos principais bens dos seus "inquilinos", na sua maioria polícias no activo ou jubilados, e vizinhos daquele bairro, que ao longo da última década foram construindo barracas à revelia.

 

O ambiente calmo em que se desenrolou esta operação poderá justificar-se com uma ambiguidade: se por um lado os "donos" beneficiavam das barracas , ao mesmo tempo eram prejudicados com a sua existência pois, há medida que as barracas iam "nascendo", também ali foi crescendo um parque de estacionamento ilegal.

 

Dois reboques da PSP levaram para um parque provisório da autarquia cerca de meia centena de viaturas apreendidas pelo Ministério Público. "Até 31 de Dezembro vão ficar naquele local. O Governo Civil vai procurar um espaço definitivo", revelou ao JN o vereador Miguel Ramalho.

 

No local, ao JN, Miguel Ramalho referiu que esta "era uma medida que não podia esperar mais tempo", face aos "perigos para a saúde pública e segurança dos moradores".

 

A operação de remoção de barracas e carros apenas estará concluída hoje, seguindo-se uma acção de desbravamento e limpeza da vegetação.

 

Miguel Ramalho revelou que em Julho, no decurso da primeira reunião com os moradores do bairro, "foi apresentado um estudo prévio que passará depois a projecto". Fica então previsto para a zona um arruamento, uma zona pedonal e um espaço verde, embora aquele vereador afirme que "não existe prazo para execução da obra, por ser muito onerosa"

 

Ricardo Martins, presidente da Junta de Freguesia de Salvador, jurista da PSP e morador no bairro, mostrava-se satisfeito com a acção camarária. "Era um perigo para a saúde pública", justificando assim o envio de diversas cartas para a câmara, PSP, Governo Civil e Ministério Público, "a protestar contra a degradação do espaço", rematou.

 

Uma das barracas era usada por um grupo de jubilados da PSP, que ali 'matavam' o ócio jogando às cartas ou à volta de um petisco. O JN apurou que os Serviços Sociais da PSP vão procurar um espaço que sirva de "ponto de encontro" aos antigos polícias.

 
 

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