Universidades
Filhos de polícias em lares da PSP a metade do preço de quartos particulares
Por apenas 65 euros por mês, metade do que pagariam num quarto particular,
os filhos dos agentes da PSP vivem em lares de estudantes dos Serviços
Sociais disponíveis em várias cidades do país.
Ao todo são 126 camas em lares masculinos e femininos distribuídos por
cidades como Aveiro, Coimbra, Lisboa, Ponta Delgada e Porto, quase todos
ocupados, à excepção de Ponta Delgada.
Nesta cidade açoriana existem dez camas para rapazes e outras dez para
raparigas, para as quais existem apenas dois candidatos.
Nos restantes lares, há sempre mais candidatos
do que vagas e a escolha é feita de acordo com determinados critérios,
entre os quais o rendimento do agente da PSP, sendo dada prioridade
aos filhos cujos polícias tem o rendimento mais baixo.
A continuidade deste projecto e o seu alargamento
a outras cidades onde existem universidades e institutos politécnicos
é uma das apostas dos Serviços Sociais da Polícia de Segurança Pública.
«Estamos a apostar nestas estruturas. Alargar alguns que tradicionalmente
estão cheios, como é o caso de Coimbra, e a equacionar a criação de
outros», explicou em declarações à Lusa o Intendente Matos Torres.
Em breve será inaugurado o Lar de Estudantes Feminino
de Évora, para seis pessoas, prevendo os Serviços Sociais, posteriormente,
e ainda durante 2008, a abertura de um lar masculino na mesma cidade.
O alargamento destes serviços para os filhos dos
beneficiários dos serviços sociais da PSP, adiantou, faz-se através
do aproveitamento de alguns dos 1.100 fogos habitacionais de que a estrutura
é detentora.
«Temos um património grande. Há que rentabilizar»,
frisou.
Estes lares procuram disponibilizar espaços adequados
à estadia de estudantes a taxas reduzidas.
Os Serviços Sociais estão ainda a estudar a possibilidade
de abertura de outras instalações em diversas localidades que tenham
pólos universitários e cuja habitação ou valor de aluguer de casas esteja
altamente especulado.
Lusa/SOL